sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ridge Racer 64 (N64) - 8,3

    A física de um jogo é essencial para a fidelidade com a realidade. Ao ser mal feita, ela pode prejudicar uma série de pontos cruciais em um título, como controles e, por conseqüência, a diversão. Isso foi uma das principais críticas ao título Big Rigs: Over the Road Racing, que permitia que o jogador não perder a velocidade até mesmo ao subir paredes de 90 graus de inclinação.
    Ridge Racer 64 possui uma dessas falhas. A física do jogo é deficiente: nos primeiros segundos de corrida, o jogador sente que o carro parece estar colado no chão. A situação piora quando ele é obrigado a fazer as inevitáveis curvas, tendo que praticamente reduzir para a primeira marcha para evitar colidir com a parede, enquanto os adversários o fazem em altíssima velocidade. O cúmulo da injustiça.
    Outro problema é a carência de carros licenciados ou que pelos menos copie o desenho de algum já existente. Mas, o que se vê são automóveis com pinturas com desenhos de Pac-Man e Galaga, jogos produzidos pela NAMCO, que faz RR64. A opção de alterar cores não é nada comparada a impossibilidade de alterar as características do motor, dos pneus ou do aerofólio. E levando em conta que o rival da época era o Gran Turismo 2, a fidelidade passa longe nestes aspectos.
    Por outro lado, vejo divertida a maneira de conquistar carros e pistas novas neste título, a partir do que você evolui em corridas convencionais. Isso é bastante interessante. Mas, novamente, encontramos um ponto falho em RR64, onde boa parte da lista de circuitos são na verdade cópias das anteriores só que com maior dificuldade. Isso torna o jogo monótono e muito repetitivo.
    A qualidade gráfica é razoável, levando em consideração a qualidade dos jogos de corrida para Nintendo 64. Os carros parecem grandes pedaços de plástico com um brilho único. Os cenários de fundo das pistas foram bem trabalhados, e os circuitos urbanos são bastante belos visualmente.
    Com relação a sonoridade, o jogo faz um razoável trabalho. Algumas músicas são agradáveis aos ouvidos, o som dos carros e dos pneus não é tão ruim assim, e o locutor é bem superior a mulher irritante que faz a locução em Ridge Racer 7. Aqui, vale destacar o remix das músicas de Pac-Man e Galaga, um bom trabalho.
    Os controles, como dito, refletem a péssima engine e física do jogo. Curvas são complicadas pela baixa resposta do automóvel ao seu comando. Bater é imprescindível com este fraco controle, que, terrivelmente, só é fácil de ser usado durante o menu principal.
    Em final de contas, Ridge Racer 64 não é um grande jogo, mas vale uma tentativa. Mas, se você está em busca de títulos de corrida para Nintendo 64 que reflitam melhor a realidade das pistas, considere busca Test Drive: Overdrive ou Automobili Lamborghini. Apesar de terem suas deficientes, são falham grotescamente na física, tornando a experiência agradável. RR64 será divertido só se você for fã da série. Nada mais.



Porque vale a pena: O sistema de progresso no jogo é bem interessante.
Porque não vale a pena: A física é péssima, que se tornou marca registrada da série.

Notas:
Controles: 8,0
Gráficos: 8,0
Som: 9,0
Licenças: 8,0
Diversão: 8,5

Nota final: 8,3 (bom)

Didi na Mina Encantada! (Odyssey2) - 9,0

    São raros os títulos produzidos exclusivamente no Brasil, com personagens totalmente nacionais, só que com motores de jogos produzidos em outros países. Pudemos ver isso em Turma da Mônica e Geraldinho, no Master System. No entanto, poucas pessoas sabem que o personagem Didi, interpretado pelo comediante Renato Aragão, possui um título para videogames, e para o antigo Odyssey2.
    Em Didi na Mina Encantada!, você controla o protagonista em uma aventura nada convencional. O jogador começa em uma caverna, com o objetivo de destruir as rochas que vem em sua direção para obter pontos, com a sua picareta. No entanto, essa ferramenta não estará disponível por muito tempo. Sem o equipamento, Didi poderá salvar sobre as rochas e obter pontos, buscar uma nova picareta ou pegar uma chave para poder prosseguir à próxima fase.
    O jogo funciona a partir de um sistema de pontuações. Ao destruir uma rocha com a picareta, o jogador recebe três pontos. Por sua vez, ao saltar um destes obstáculos de maneira a evitá-lo atribui apenas um ponto. Após obter uma picareta, que surge outrora a partir de uma colisão entre duas pedras, se ganha cinco pontos.
    O que vemos é uma fusão entre Donkey Kong e Mario Bros., onde o jogador tem que saltar sobre as plataformas, evitar ou atacar os adversários, no caso as rochas, com a picareta, muito similar a marreta usada por Mario durante alguns períodos do jogo.
    Pela inferior qualidade gráfica do Odyssey, a diversão fica prejudicada. Para ter uma idéia, o rival Atari 2600 possui um visual superior ao deste console (!). Didi é apenas poucos pixels de uma silhueta humana. Todos os gráficos são simples e sem detalhes – o máximo que o console permitia.
    Por outro lado, os controles não são ruins e saltar sobre as pedras não é uma árdua tarefa. É um adequado jogo para as crianças. Devemos ressaltar o som das rochas colidindo, algo bem feito para a época. O resto é uma combinação de bips e sons eletrônicos sem muita relação com a realidade.
    Se você é um fã de plataformers, Didi na Mina Encantada! é um interessantíssimo título. É o melhor jogo para aquele jogador que acha que Donkey Kong não é bom o bastante e quer um desafio maior. Apesar de não conter as piadas e o grande humor dos Trapalhões e de Didi, é o melhor título do Odyssey2.


Porque vale a pena: A idéia é excelente.
Porque não vale a pena: O gráfico fraco do Odyssey estraga a experiência.

Notas:
Controles: 9,0
Gráficos: 8,0
Som: 9,5
Ideia: 9,5
Diversão: 9,0

Nota final: 9,0 (excelente)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Resident Evil (PS1) - 8,3

    O som é algo importantíssimo em qualquer parte da nossa vida. Na mídia, ele tem um papel chave. Ao ouvirmos a locução ruim de uma reportagem, ela perde credibilidade, da mesma maneira que uma trilha sonora pode estragar uma cena intensa ou uma péssima dublagem consegue diminuir a qualidade de um personagem.
    Em Resident Evil, um grupo de agentes é enviado para localizar outro grupo que desapareceu enquanto investigavam uma série de assassinatos suspeitos. A equipe começa a ser atacada, e após perder um integrante, acabam por se refugiar em uma mansão de maneira a escapar de criaturas horrendas. No entanto, dentro deste local, o quarteto começa a trilhar seu caminho a sobrevivência, entre zumbis, armadilhas e traições.
    Claramente, pode se notar um gravíssimo problema do jogo (que prejudica a nota deste bom título: o som. Não dublagem, barulhos ou música, em específico. Mas todos estes pontos. Quando escutamos as locuções, é dúbio se elas foram feitas por nativos falantes de inglês. As vozes são ótimas, mas parecem locuções, leituras de roteiros, e não diálogos espontâneos. Barry Burton é o mais engraçado por sua maneira robótica de falar. Apenas Wesker aparenta conversar normalmente.
    Outro problema está nas frases. Exposição do óbvio, frases pastelões e ainda dubladores que não fazem o papel corretamente destroem o enredo. Após escutar Barry falar que “é uma arma… é realmente poderosa, especialmente contra coisas vivas” (é para isso mesmo que ela foi feita) e que “você se tornaria um sanduíche de Jill” derrubam a seriedade do jogo. Para variar, o que é muito tosco fica engraçado.
    A qualidade do som dos tiros é péssima – algo deficiente em vários títulos da série. Procure qualquer vídeo com um som de uma Berreta 92F no YouTube e compare com o som emitido no jogo. A fidelidade com o que é real passa longe neste aspecto. E para completar os problemas sonoros, a trilha sonora é péssima, com talvez uma das piores músicas dos videogames.
    Mas, o jogo é um clássico e possui muitíssimos pontos positivos. Os cenários na verdade são fotografias de cenários em 3D colocadas de maneira a dar esta impressão. As texturas são belíssimas, mas o desenho dos personagens principais poderiam ser melhores.
    O controle não é o melhor da série, mas continua sendo suficiente para a série. A falta de permitir que você se movimente enquanto atira, algo que não precisa ser nenhum James Bond ou Solid Snake para fazer, daria mais velocidade e faria por onde o personagem não apanhar muito de seus inimigos.
    Levando em conta as deficiências sonoras, Resident Evil continua sendo um thriller dos videogames e é um grandioso título. Entreterá os fãs de filmes de terror e de ação. É o começo de uma interessantíssima série, apesar de não ter mais os aspectos de antigamente. Se você gostar de tomar alguns sustos e atacar coisas estranhas, esta é uma grande opção.



Porque vale a pena: A situação dos personagens é interessante, os gráficos são agradáveis e a atmosfera é perfeita.
Porque não vale a pena: A dublagem é engraçada por ser tão ruim...

Notas:
Controles: 9,0
Gráficos: 9,5
Som: 4,0
História: 9,5
Diversão: 9,5

 
Nota final: 8,3 (bom)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Croc 2 (PS1) - 7,4

    “Gráficos não valem nada”. Essa palavra é sempre recitada pelos fãs de videogame antigos, e não está totalmente errada: um jogo com maus gráficos estragam a experiência, mas, jogos dos anos 70 ou 80 continuam sendo divertido, a exemplo de H.E.R.O. do Atari 2600 ou Mario Bros do NES. Mas, os consoles são outro critério de extrema importância.
    Em Croc 2, o herói que dá nome ao jogo retorna de sua vitória diante de Baron Dante, resgatando todos os seus amigos Gobbos. No entanto, um pequeno Gobbo inventor é seqüestrado após presenciar o retorno do vilão. Enquanto isso, Croc encontra na praia uma garrafa com uma mensagem. Era de seus pais, que buscavam para ele. Portanto, o pequeno crocodilo ingressa em uma dupla aventura para encontrar seus pais originais e salvar os seus amigos de Dante outra vez.
    A principio, o título parece ser destinado as crianças que estão iniciando sua experiência nos videogames. No entanto, o que se vê é um jogo com uma dificuldade absurdamente alta, complicado até mesmo para os mais adultos e proficientes jogadores. Isso tudo se deve aos controles que tem uma muito tardia resposta. Outros problemas incluem a impossibilidade de caminhar em linha reta (!), tornando o jogo impossível em espaços estreitos.
    Os únicos momentos em que a diversão é garantida e o jogador poderá desfrutar nativamente das qualidades gráficas, sonoras e por conseqüência se divertir, ocorrem no menu principal, na abertura e no espaço que antecede as missões. Conversar com os Gobbos e participar de suas brincadeiras em troca de produtos é o melhor do jogo.
    As missões em si são mal projetadas e, associada ao controle com uma grotesca latência, a dificuldade absurda e a falta de “perdão” após cometer um erro, muitas das vezes não provocado por você tornam a experiência penosa e irritante. Mas, há aspectos positivos neste jogo, apesar de que estas falhas sejam imperdoáveis.
    A trilha sonora do jogo é excelente, com músicas que encaixam perfeitamente no tema da série. Os sons dos inimigos e das esmeraldas são bons para o tema e a dublagem, apesar de falarem uma língua incompreensível, dão um aspecto infantil no jogo.
    Os personagens são extremamente simpáticos e o visual é bom para a época, a altura para compararmos com Super Mario 64, referência nos jogos de plataforma lançados na década de 90, já que portam visuais similares. O desenho de Croc e de seus cenários são belos e suficientes para a época.
    Mas, nada de visual e som podem desfazer o que está errado em Croc 2. O jogo é uma boa demonstração de uma grande idéia que foi mal. Os controles com lag (esta demora entre o pressionar e a resposta na tela) e a dificuldade impossível estragam o que seria um representante do console na história dos plataformers. Se tiver este jogo, ou gostar de animaizinhos fofos, será necessário que busque as melhores dicas possíveis para este título. Sem elas, não dá.


Porque vale a pena: Os personagens são simpaticíssimos e o som é excelente.
Porque não vale a pena: O controle e a alta dificuldade acabam com o jogo, sendo imperdoável em certos momentos.

Notas:
Controles: 2,0
Gráficos: 9,0
Som: 9,5
História: 9,0
Diversão: 7,5 (a alta dificuldade prejudica o jogo completamente).

Nota final: 7,4 (razoável)

terça-feira, 17 de maio de 2011

FIFA International Soccer (GG) - 8,9

    Game Gear é o nome do portátil da SEGA lançado em 1990, que para mim, foi infinitamente melhor do que o Nintendo Game Boy e o principal protótipo da história, já que tinha um visual e som excelentes para aquele começo de década. Muitos títulos lançados para Master System foram lançados para o portátil, já que ambos os consoles eram muito similares. FIFA teve uma aparição no console.
    Em FIFA International Soccer, você poderá escolher uma das cinquenta e duas Seleções nacionais dos anos 90 e disputar vários campeonatos, como uma simulação de Copa do Mundo, uma Liga e um Play-off, além de um simples amistoso. Apesar do número, os nomes não são licenciados, de maneira que os jogadores do Brasil tenham pseudônimos.
    Em campo, o que se percebe que FIS é um jogo rápido, que exige muitos passes e atenção dobrada na defesa. Os arremates são feitos para a direção em que o jogador está voltado, dificultando os chutes de primeira intenção. Ganhar a bola na defesa não é tão simples, mas nota-se a grande marcação de zona, fazendo que os defensores se antecipem automaticamente para roubar a bola.
    Controlar os jogadores é uma tarefa árdua no começo, mas lentamente o jogador desenvolverá habilidade suficiente para transpor a defesa com mais facilidade. A corrida é um dos problemas do jogo, exigindo que o jogador pressione várias vezes um botão para ganhar num contra-ataque, por exemplo.
    O visual do jogo é bom para aquilo que vemos no Game Gear. Os gramados são vivos e os jogadores estão bem representados, apesar de que nada muito próximo daquilo que já vimos em International Superstar Soccer. A física do jogo é boa, com direito a realísticos rebotes quando o goleiro espalma uma bola difícil.
    Curiosamente, FIFA International Soccer possui um ângulo de trás do gol, em um dos cantos, próximo a bandeira de escanteio, algo muito raro, levando em consideração que os jogos de futebol da época tem ângulos superiores, câmera alcunhada “visão de pássaro”
    O som das torcidas é o conhecido “chiado” dos videogames antigos, sendo que isso era o máximo que se poderia alcançar, é satisfatório. O som do apito está bem representado. As músicas tocadas no menu são razoáveis, nada que altere muito o ambiente de jogo.
    Em resumo, FIFA International Soccer é um bom jogo e uma ótima estréia para a série simuladora de futebol da Electronic Arts. Se você gosta de futebol e de videogames clássicos, esta é uma boa pedida. É um grande título para todas as plataformas que ocorreu, seja Game Gear, 3DO, Master System ou Super Nintendo. Ele tem tudo isso... uma brilhante e pura experiência.


Porque vale a pena: Bom visuais e um grande simulador de Copa do Mundo.
Porque não vale a pena: Leva um grande tempo para se adaptar ao controle.

Notas:
Controles: 9,0
Gráficos: 9,0
Som: 9,0
Licenças: 8,5 (não possui os nomes dos jogadores)
Diversão: 9,0

Nota final: 8,9 (bom)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

The X-Files (PS1) - 8,5

    Raras foram as ocasiões em que jogos foram totalmente feitos a partir de filmagens. E estas são, outrora, péssimas lembranças. Uma delas foi o jogo Night Trap, onde o jogador deveria fazer armadilhas para capturar vampiros que queriam roubar o sangue de algumas meninas. O jogo foi mal visto por ter um enredo péssimo e cenas bastante controversas.
    The X-Files conta a história de Craig Willmore, agente do FBI de Seattle que tem como objetivo descobrir o paradeiro dos agentes especiais, protagonistas da série, Fox Mulder e Dana Scully. Ele conta com a ajuda de Mark Cook e Mary Astadourian, e dependendo das ações do personagem ao longo do jogo o comportamento destes poderá alterar. Ao longo da investigação, ele entra em contato com atividade paranormal, tornando o caso mais difícil e perigoso.
    No papel de Willmore, você investigará cenas de crime buscando balas, sangue, evidências em geral para levar ao laboratório, seguindo a rotina de um investigador. Enquanto isso o protagonista tenta entender um caso relacionado a traficantes russos.
    Um dos principais problemas do jogo é o número de CDs necessários ao longo do jogo. São quatro discos que fazem o preço ficar muito mais caro. E pelas deficiências e por sua facílima dificuldade, o título não vale tanto quanto a etiqueta diz.
    Como é um jogo filmado, não podemos falar de seus visuais (“tinha belos gráficos”, diria o Capitão Óbvio). Mas, critico a falta dos protagonistas da série como personagens jogáveis, já que estes estavam ocupados na gravação da série. Movimentar Willmore tem uma certa dificuldade em alguns momentos, mas nada de muito segredo. Usar a arma não permite uma pontaria ágil, portanto, ao ser pego de surpresa, que não é raro, a morte é praticamente certa.
    O som é um ponto não tão forte no jogo, com a trilha sonora que, por salvo a música-tema do seriado, é repetitiva e irritante. Parecem ter apenas cinco segundos, repetidos até a exaustão. O som das armas é manjado e igual em todos os momentos.
    The X-Files é um jogo repetitivo e muito fácil, tendo momentos de diversão ao investigar cenas de crime, mas nada muito além disso. Vale experimentar apenas se você for um fã da série. Caso contrário, acabará se aborrecendo. A idéia e boa, o resultado final não é tanto assim.

Porque vale a pena: Uma atmosfera ao estilo Arquivo X e a investigação de cenas de crime é interessante.
Porque não vale a pena: Som ruim e pequena presença dos protagonistas da série.

Notas:
Controles: 9,0
Gráficos: - por ser uma filmagem, não podemos qualificar gráficos, já que seria injusto.
Som: 8,5
História: 8,0   - poderia contar com a presença maior dos protagonistas
Diversão: 8,5 - divertido apenas na primeira vez que jogado.

Nota final: 8,5 (bom)

Tennis for Two

    Tennis for Two foi um dos primeiros videogames criados na história. Feito por William Higinbotham em 1958, o título simulava um simples jogo de tênis em um osciloscópio. Neste vídeo, acompanhe o gameplay deste console.

domingo, 15 de maio de 2011

Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex (PS2) – 9,1

    Séries de grande sucesso têm esgotamento. Em algumas não vemos este futuro, como The Legend of Zelda, Mario e Pro Evolution Soccer e em outros estamos vendo uma recuperação do que parecia ser a decadência, como Sonic the Hedgehog. No entanto algumas simplesmente já tiveram seu “caixão fechado”, como Crash Bandicoot. Vale relembrar quando a série ainda tinha bons momentos.
    Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex começa demonstrando uma convenção entre os vilões da série discutindo a baixa produtividade do mal, e força eles a ter um plano para eliminar Crash Bandicoot, o maior oponente. Doctor Cortex, principal antagonista da série demonstra uma arma secreta com uma força inacreditável, mas revela que está faltando uma fonte de força. Então, começa uma corrida de Crash a impedir que os vilões obtenham esta fonte e para salvar a própria vida.
    Logo nos primeiros minutos de jogo, o jogador que já jogou outros títulos da série, notará que Wrath of Cortex não passa de um Crash Bandicoot 3: Warped com gráficos da sexta geração de consoles. Pouquíssimas são as novidades: um modelo de fase novo e um movimento extra que permite que o protagonista caminhe sobre as mortais caixas de nitroglicerina. Se por um lado isso é positivo, por outro é frustrante: na expectativa de novidades em um título novo, o que se vê é mais do mesmo.
    Como dito, os gráficos são bem mais belos, algo que foi sempre marca registrada da série, e as expressões dos personagens são bem feitas. Os cenários possuem belas texturas e as cenas de animação ficaram mais divertidas e melhor trabalhadas. Mas, o tempo de loading é gigante e muito irritante. O jogador chega a ficar mais de 40 segundos esperando carregar a sua próxima missão, prejudicando a experiência de jogo.
    O som é um bom ponto. Apesar de contar com poucos dubladores originais da série, o trabalho feito é suficiente. As músicas foram retiradas dos jogos anteriores que marcaram a infância de muitas pessoas. Os controles são iguais as antigas versões, mas conta com uma resposta um tanto mais rápida. Realizar movimentações com o protagonista continua simples como em toda a série.
    Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex foi um dos últimos suspiros desta série que decaiu de qualidade nos anos recentes e parece não retornar a qualidade normal. Apesar de que este jogo pareça uma cópia dos jogos anteriores, vale gastar seu tempo nele. Se você se divertiu com algum título anterior da série, terá a mesma sensação de diversão neste aqui. Falta novidades, mas é satisfatório.
Porque vale a pena: É a mesma fórmula de sucesso do Playstation.
Porque não vale a pena: Nenhuma novidade com relação a versão anterior.

Notas:
Controles: 9,5
Gráficos: 9,0 - reflete a demora nos loadings.
Som: 9,5
História: 8,5 - reflete a falta de novidades no jogo.
Diversão: 9,0

Nota final: 9,1 (excelente)

Um mês depois...

    Aqui estamos nós, completando um mês de vida. Pouco? Que nada! Já foram publicados 31 reviews de videogames de todas as épocas e nosso cronograma já tem matérias programadas para 16 de Julho. Temos grandes idéias e, quando forem associadas a tempo livre, vocês poderão acompanhar um sítio bem melhor visualmente.
    Como sempre, estamos esperando sugestões e opiniões de vocês em nossos comentários. Gosta de um jogo e quer um review dele, deixe um comentário falando seu nome. Erramos em alguma coisa, calculamos errado uma nota, não concorda com nosso ponto de vista, estaremos sempre abertos para suas opiniões.
    E atenção aos fãs de The Legend of Zelda: em breve, teremos um período totalmente e unicamente dedicado a série e aos jogos os quais ela se relaciona. Fique atento em nosso blog e nosso twitter (@GamePalaceRev) para saber a lista de jogos e a data deste acontecimento.
     Como diria o mestre Silvio Santos: “aguardem...”
     Agradecemos a sua fidelidade com nosso blog e pedimos para que continue nos acompanhando!

sábado, 14 de maio de 2011

Zelda II: The Adventure of Link (NES) – 9,4

    Muitas vezes, a empresa quer inovar a sua fórmula de sucesso para melhorar a experiência de jogo. Mas, algumas vezes as mudanças dividem opiniões e faz com que a empresa fique com uma grande dúvida com relação a seguir ou não com o novo ideal – e são nestes momentos que uma série promissora pode ter um fim.
    Zelda II: The Adventure of Link traz o mesmo enredo da versão anterior, porém com um tema muito mais bem trabalhado e com o protagonista um pouco mais velho, desta vez com 16 anos. Grande parte das mudanças está em gameplay, algo que levantou críticas e elogios dos fãs.
    O jogador pode navegar por Hyrule, vendo o personagem a partir de uma câmera superior bastante distante, diminuindo o tempo gasto na caminhada. No entanto, caso um combate se inicie ou o personagem entre em uma caverna ou cidade, a câmera se posicionará na lateral, como nos jogos do Mario, facilitando ataques, permitindo que o jogador se agache, salte e desfira golpes. As fugas ficaram mais simples, tornando o jogo mais agradável – e para metade dos fãs a favor da mudança.
     A exploração ficou mais fácil com esta câmera, e você sabe facilmente que as respostas para alguns problemas estão nas cidades, castelos ou cavernas, exigindo que o jogador apenas tenha paciência em explorar Hyrule – algo que se tornou marca registrada da série.
     Zelda II evoluiu graficamente com relação ao anterior, com um desenho melhor de Link e seus inimigos, mas, problema com paleta de cores ou não, as cores dos personagens parecem muito limitadas. Por outro lado os fundos quando em side-scrolling são bem detalhados e belos para os tempos – exagero ou não, parecem esta a um passo de Super Nintendo.
     A sonoridade do jogo não é seu forte, mas mantém as músicas que se tornaram marca registrada da série. Os sons de ataques são bem melhores e com características que a efêmera série animada da série, The Legend of Zelda, herdou.
     Controlar Link deixou de ser complicado como na versão anterior, dedicando um botão para saltar e o outro para atacar. No overworld, com a câmera distância, basta ter olhos bem ligeiros e dedos ágeis para refazer o caminho de maneira a evitar os inimigos.
     Zelda II: The Adventure of Link é um grande jogo. Muito melhor do que a versão anterior, permitindo uma mais ágil exploração de Hyrule e simplificou o combate com os inimigos. Se gosta da série The Legend of Zelda, esta é uma boa escolha. Verá como a Nintendo e a equipe de Miyamoto, como dito no começo, tomou o caminho certo e não deixou perder esta grande série.
Porque vale a pena: O jogo melhorou muito da primeira versão: controles bons, melhor navegação, mais fácil para evitar inimigos chatos...
Porque não vale a pena: O som não é muito agradável aos ouvidos.

Notas:
Controles: 9,5
Gráficos: 9,5
Som: 9,0
História: 9,5
Diversão: 9,5

Nota final: 9,4 (excelente)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Elf Bowling 1 & 2 (NDS) - 0,8

    Sim, não dá para começar com uma introdução diferente: você viu a nota, portanto, sabe da bomba que vamos disparar. Talvez você já leu nosso reviews de jogos ruins publicados anteriormente, a exemplo de E.T. ou Big Rigs: Over the Road Racing, que conseguiram notas baixíssimas. Mas Elf Bowling 1 & 2 conseguiu quebrar os dogmas do que é realmente fraco.
     Este jogo é baseado em uma série de jogos grátis divulgados na internet de mesmo nome, onde se controla Papai Noel jogando boliche para derrubar os anões que trabalham para ele. Engraçado. Mas nada divertido quando se paga caro para algo pior do que se tem disponível gratuitamente na internet.
     O som do jogo é péssimo e mal gravado, levando em consideração de que NÃO HÁ modelos em 3D no jogo que ocupem tamanho espaço para uma compactação tão péssima. As músicas tocadas no menu principal são o fim da picada – claro, ninguém esperava Michael Jackson – e são MAIS IRRITANTES que aquelas malditas e infinitas versões de músicas com os esquilos do filme “Alvin e os Esquilos”
    O controle é simples, e o forte do jogo, comparado a grande porcaria que ele é no geral. Ele não permite que você ajuste a velocidade, o ângulo, algum charmezinho para arremessar a bola, nada. Simplesmente pressione o botão de ação na hora que a seta passar no meio e você terá um strike.
    O visual é péssimo e mal desenhado. Não espere algo em 3D. Não espere algo ao estilo anime. Não espere Van Gogh. O que vemos é um ordinário desenho de criança, com poucas cores e brilho. Os anões caem igualmente, independentemente se atingidos ao mesmo tempo ou em uma sequência. A física do jogo, aliás, é terrível: você pode derrubar um pino do lado esquerdo batendo no pino do lado direito. Incompetência? Talvez.
    Em final de contas, Elf Bowling é uma desgraça e não merece a menor atenção. A idéia não passa de um port (para pior) do que vemos nas telas dos computadores. Se na internet ele não é divertido, nos consoles portáteis, seja DS ou Game Boy Advance, chega a ser uma verdadeira piada de mal gosto.



Porque vale a pena: Como diz Padre Quevedo: “Non ecsiste”. Você pode usar o cartucho para calçar a mesa da cozinha que fica balançando...
Porque não vale a pena: Controles simples, que não permitem muita coisa além de mirar (nada de velocidade), gráficos ultrapassados, som péssimo e uma idéia que qualquer criança pode fazer.

Notas:
Controles: 2,0
Gráficos: 1,0
Som: 0,0
Ideia: 1,0
Diversão: 0,0

Nota final: 0,8 (YOU’RE WINNER! !)

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Sonic The Hedgehog 2 (Mega Drive) - 9,5

    Com o sucesso de Sonic the Hedgehog para Mega Drive e principalmente Master System, não tardou para a empresa japonesa SEGA planejar uma sequência para o jogo do ouriço. Um ano e meio depois, Sonic 2 estava nas prateleiras das lojas nipônicas.
    Em Sonic The Hedgehog 2 pouco se vê de mudanças em motor de jogo com relação ao antecessor, já que, como visto em vários protótipos encontrados pelo sítio Hidden Palace e já revistos pelo nosso blog, não foi o foco da equipe durante a produção – o visual foi o mais explorado.
    A história segue os moldes da anterior: Sonic deverá transpor vários cenários para se confrontar com Doutor Robotnik, de maneira a evitar que ele domine Móbius com o poder das esmeraldas caóticas. Este tema perdurou por muitas edições, e quando mudou, foi para pior.
    Neste jogo, há a adição de Tails como o parceiro do ouriço, que, quando trabalha a favor de Sonic, pode contribuir recolhendo anéis após ser atacado, aplicar dano dobrado em chefes e ainda salvar o ouriço após ser capturado em alguns momentos. Vale lembrar que o jogador pode disputar a história com um amigo controlando Tails, tornando a experiência muito mais divertida.
    Outra importante adição no jogo é a introdução do spin dash, algo marca registrada na série – tão importante que se torna bem mais difícil jogar o primeiro quando faz uso deste item no segundo. Esta é uma maneira mais prática de se defender e atacar os adversários pela frente e em lugares pequenos.
    As músicas tocadas não são tão memoráveis quanto as do primeiro Sonic, mas possuem a mesma qualidade. Muitos sons foram preservados da versão anterior, e se tornaram marcas registradas da série, como aqueles emitidos ao recolher anéis, saltar e após morrer.
    Controlar o ouriço é muito mais similar ao jogo anterior, com poucas adições com relação a resposta, pouco perceptíveis ao menos atento. Em uma visão geral, eles seguem práticos e simples, ótimos para os jovens e novatos jogadores. Tails possui a possibilidade de voar por uma curta distância, algo que facilita o jogo e torna-o mais simples.
    Sonic The Hedgehog 2 não apresenta muitas novidades, e, em minha opinião, não é tão divertido como o sucessor Sonic The Hedgehog 3, mas é um grande título, considerando que esta foi a geração de ouro da série, que, nestes anos recentes, só decaiu e perdeu qualidade.

Porque vale a pena: Os controles bons de sempre e gráficos excelentes.
Porque não vale a pena: Parece um replay do primeiro Sonic com uma câmera diferente.

Notas:
Controles: 9,5
Gráficos: 9,5
Som: 9,5
História: 9,5
Diversão: 9,5

Nota final: 9,5 (excelente)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Michael Jackson's Moonwalker (Mega Drive) - 9,7

     Michael Jackson é considerado “O Rei do Pop” pela imprensa. Aclamado pela crítica, vendeu milhares de discos e venceu muitíssimos prêmios. Conhecido pela sua dança, seu histórico de filantropia e também pelos seus escândalos. Em 1989, ele estrelou o filme Moonwalker, que ganhou sucesso não pela qualidade do seu roteiro, mas pela presença de Michael na película. E, como todos os grandes filmes, recebeu uma versão para videogames.
    Em Michael Jackson’s Moonwalker você controla o cantor, que tem como objetivo derrotar uma série de inimigos, resgatar as crianças e, ao término deste processo, lutar com o maligno Mr. Big. Dentre os poderes do protagonista estão a dança, ponto curiosíssimo do jogo, fazendo que os adversários repitam a performance do músico, de maneira a perecerem.
     A principio o jogo relembra Streets of Rage (também chamado de Bare Knuckle), um famoso beat ‘em up da SEGA para seus arcades ou para o Mega Drive. Controlar Jackson é simples e os controles não respondem tardiamente, fazendo deste título uma boa opção para todas as idades, seja um novato, seja um veterano.
    O cenário do jogo é excelente e suave, diferentemente de muitos títulos da época. Este título é visualmente encantador para a capacidade da época. A fidelidade com os gráficos é tamanha que as sprites de Michael foram retiradas a partir de fotografias de sua performance em carne e osso.
    O som é a principal característica deste jogo, baseado nos sucessos do cantor. A trilha sonora foi recriada a partir das músicas originais do cantor como “Thriller” (em apenas algumas revisões), “Another Part of Me”, “Smooth Criminal”, “Beat It” e “Bad”. A dublagem do cantor foi extraída do filme, com frases características, como who’s bad? e shamone, sem esquecer de seu famoso grito.
    Em resumo, Michael Jackson’s Moonwalker é um grandioso jogo. É interessante para os novatos jogarem este título que, além de aperfeiçoar as técnicas comuns dos jogos, diverte por longos períodos. Este é o primeiro momento deste grande cantor em uma rara aparição neste mundo dos videogames.



Porque vale a pena: Som e trilha sonora excelente, controles divertidos e belíssimo visual.
Porque não vale a pena: A história poderia ser bem melhor.

Notas:
Controles: 10
Gráficos: 10
Som: 10
História: 8,5
Diversão: 10

Nota final: 9,7 (who’s bad?)

Crônicas dos Videogames #1: Mundo paralelo, violência em videogames e a capacidade humana

     Os videogames fazem parte, e muito, da minha vida. Meu computador está abarrotado de jogos de todas as épocas, emuladores para inúmeros consoles, alguns que sequer cheguei a me aprofundar, meus discos de jogos ocupam boa parte do meu guardarroupas, que outrora parece uma grande máquina do tempo, e meu computador está cheio de análises de jogos e vídeos.
     Imagino que passo cinco ou seis horas da minha vida pensando, escrevendo ou jogando videogames. Nada que me faça um viciado. É simplesmente um hábito. Há pessoas que tem manias de fumar, beber, gastar fortunas em bingos, assistir criminalidade na televisão... Se gostar de videogames é uma mania, é talvez a melhor delas. Afinal, os videogames dependem de nós, jogadores, para existir, e não o contrário.
     Claro que excessos neste “mundo paralelo” são prejudiciais. Quando sei que posso sair de casa para caminhar, que seja até o mercado, o faço. Estamos cansados de ver notícias pela internet de jogadores que acabam morrendo após ficar horas e horas diante de um computador ou um videogame. Limitações devem ser tomadas.

Violência em videogames

    Gostaria de dedicar dois parágrafos com relação a este tema, que é bastante discutido entre pais e doutores. Todos nós, gamers, sabemos uma enorme lista de jogos violentos e controversos, onde o protagonista pode efetuar disparos em pedestres, matar policiais e cometer outras atrocidades. Muitas pessoas pensam em banir estes jogos.
    Mas, uma pesquisa em uma universidade dos Estados Unidos revelou que os “jogos violentos são ótimos para pré-adolescentes como uma maneira de extravasar a sua raiva”, completando que não deveriam ser “retirados da vida dos pequenos, mas sim monitorar o que fazem nos videogames e preveni-los”. É bem interessante esta constatação, já que sempre pensei assim.
    As pessoas e principalmente os jovens deveriam ver o jogo como “um saco de pancadas”: nele você pode desferir o seu ódio e não fazer mal a ninguém e se divertir. Ver um jogo como forma de entretenimento é o que falta para resolver esta situação.

A incrível capacidade do ser humano

    Sempre digo que “o ser humano é capaz o suficiente para transpor qualquer adversidade”. Podemos ver isso após conseguirem tirar sal da água dos oceanos, tornando-a potável, contornando o problema da carência da água doce no mundo. Recentemente vemos um engatinhar na cura da AIDS, algo que era praticamente impossível.
    Nesta última terça-feira, me surpreendi com uma notícia que vi no ZeldaWiki, que demonstrava um rapaz, chamado Terry Garret, estudante de engenharia mecânica, que era um hábil jogador de The Legend of Zelda: Ocarina of Time – que é, para mim, o melhor jogo da história. Nada de mais, não concorda? Todos nós podemos jogar este título e acaba o fazendo muito bem. Mas, um detalhe torna Garret diferente dos outros jogadores: ele é completamente cego.
     O rapaz joga em um emulador, para assim se aproveitar do save state, característica deste aplicativo que permite ao jogador salvar seu progresso a qualquer momento, permitindo que ele faça várias tentativas até conseguir o que deseja. Ele se guia pelos sons, emitidos por duas caixas de som posicionadas em lados diferentes de maneira a saber de que lado o barulho é emitido. Navi, a fada que acompanha Link, protagonista do jogo, emite um som quando Link vê um inimigo.
     No vídeo abaixo, ele demonstra como joga o título na parte que se passa dentro da Árvore Deku, que funciona como uma espécie de “estágio” para que Link aprenda o que deve fazer durante as batalhas. Note como ele parece enxergar as cenas e o que se passa na tela do monitor.




    Então, isso é tudo pessoal! Semana que vem voltaremos com o lado cult dos jogos em Crônicas dos Videogames.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Konami Hyper Soccer (NES) - 8,9

     O futebol é o esporte mais adorado no mundo. É um esporte simples de ser praticado e requer apenas uma habilidade específica e disciplina para desempenhar um papel dentro de campo – claro que, conforme maior o time, maiores são os desafios e a qualidade requerida, apesar de que tenha jogadores péssimos em times bons, mas não é este nosso mérito. No Japão, o esporte tem seu espaço dividido com o mais sucedido beisebol. Mas isso não impediu que a empresa japonesa Konami desenvolvesse uma série de jogos de cálcio de sucesso.
    O primeiro jogo de futebol da empresa foi Konami Hyper Soccer para Nintendo Entertainment System. Neste título, o jogador pode optar por fazer um simples amistoso ou participar um campeonato a moda Copa do Mundo com um dos vinte e quatro times disponíveis. Neste título, dentre outras funções, você pode ajustar as qualidades do seu time, incluindo ataque, defesa, chute e sorte, e a formação dos times.
    Ele possuía controles bastante modernos, ainda que difíceis, como cabeceios de bolas altas, chutes de voleio (visto no primeiro gol no vídeo abaixo), carinhos eficazes e até mesmo arremates de bicicleta. Mas, realizar essas manobras requer prática, tempo e muita paciência.
    No gramado, o que vemos é o máximo que um NES poderia proporcionar. Curiosamente, quando um jogador marca um gol, será exibida uma espécie de filmagem de outro ângulo, que não corresponde, na maioria das vezes, ao lance ocorrido. Seria bem interessante se a Konami demonstrasse melhor a torcida na lateral do campo e a exibição de um pequeno placar com o tempo restante. Outro fator interessante seria incluir faltas, algo carente no jogo.
    O som é algo a se reclamar em milhares de jogos que se passaram nas gerações até Mega Drive, principalmente aquelas músicas irritantes que tocam ao fundo, durante a partida. Em contrapartida, o grito das torcidas empolga e relembra os mesmos feitos em George Foreman’s KO Boxing.
    Em suma, Konami Hyper Soccer talvez seja o pior jogo de futebol da KONAMI, mas isso não se trata de um demérito: a empresa sempre buscou evoluir em seus jogos, e a cada ano, novidades e melhorias são feitas, fazendo, deste título, um embrião do que seria o Pro Evolution Soccer. Se você busca saber como começou tudo, vale testar este jogo.



Porque vale a pena: Possibilidades de alterar formações, qualidades e participar de um campeonato a moda Copa do Mundo.
Porque não vale a pena: Controlar os jogadores de futebol neste jogo é muito difícil no começo.

Notas:
Controles: 8,5
Gráficos: 9,0
Som: 9,0
Ideia: 9,0
Diversão: 9,0

Nota final: 8,9 (bom)

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