sábado, 18 de junho de 2011

James Bond 007: Goldfinger (Apple ][) – ??


    Muitos jogos se perdem na história. Há, por certo, muitíssimos consoles antes dos anos 70 que estão presentes apenas na memória de seus jogadores. Um destes consoles é o DECO – e não falo do meia do Fluminense – lançado pela Data East em 1980, pouco lembrado pela mídia atual (algo que faz o GPR pensar em intervir). Outro exemplo, inimaginável de desaparecimento é o sumiço do jogo Goldfinger, do Apple ][.
    Os que lembram deste jogo infelizmente não estão na internet para dizer o que viam. Este título foi lançado para o Apple ][, bem como para PC e Macintosh. Foi produzido pela Angelsoft e publicado pela Mindscape no ano de 1986. Era um text adventure, ao estilo A View to a Kill, onde as informações e os cenários são descritos em texto e o jogador dá os comandos por texto também.
    O filme, e muito provavelmente o jogo, conta a trama em que um comerciante de ouro, chamado Auric Goldfinger, tem um plano para roubar o Fort Knox, a reserva de ouro dos Estados Unidos, representado várias vezes na série de jogos de Bond como Goldeneye: Rogue Agent e 007: Nightfire. Bond é enviado para M de maneira a interromper seu plano, e impedir a queda ocidental – já que os Estados Unidos sem seu ouro causaria uma desgraça econômica mundial.
   O GPR prefere se calar quando deve falar sobre o jogo. Não o testamos, não vimos nenhum video nem fotografia, sequer encontramos opinião de outros órgãos de impresa – algo que não fazemos para não influenciar a nossa original opinião. Deixamos uma lacuna aqui. Por razão disso, fizemos outro review de outro jogo de Bond, 007 Car Chase para Commodore 64. Esperamos ansiosos por alguma informação. Até lá, resta esperar.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Virtua Tennis 4 (Wii) – 9,4

    Daqui três dias começa o mais tradicional campeonato de tênis no Mundo: o Campeonato de Wimbledon. O campeonato contará com o campeão da edição anterior, o espanhol Rafael Nadal, o vice-líder do ranking o sérvio Novak Djokovic, o perfeito suíço Roger Federer, além de outros grandes jogadores como Andy Murray, Robin Söderling e o brasileiro Thomaz Bellucci. Neste ritmo, o Game Palace Reviews traz um review do jogo Virtua Tennis 4, para o Nintendo Wii, bem como Xbox 360, Playstation 3 e o mais novo portátil da Sony, o Vita.
    Podemos destacar o seu excelente modo carreira, tratando de um jogador começando sua carreira do zero até o topo, jogando desde contra o campeão local até o líder do ranking. No modo amistoso, podemos perceber que cada jogador possui suas características, desde posicionamento até o efeito. Isso tornam as partidas mais dinâmicas e diferenciadas.
    O visual de VT4 parece pouco polido e relembra até jogos do Playstation 2. A movimentação depois de marcar um ponto parece ficar confusa quando muito próxima a rede ou a lateral da quadra. No entanto, há que destacar o grande número de movimentos realizados pelo jogador, não fazem dele uma visual repetição.
    Os gritos das torcidas e dos tenistas estão bem feitos. Podemos escutar nitidamente cada torcedor se impressionando com um movimento ou irritado com um erro de seu tenista. As trilhas tocadas nos menus poderiam ser melhores, mas são suficientes para o título. A locução dos treinos é bom, nada de muito insuperável.
    O controle é simples para o Wii e não exige muito do jogador, além de um porte físico em dia. Além de um grande exercício, ele traz movimentos precisos que um jogador pode realizar durante uma partida. Os menus são bem produzidos e modernos, por sua vez fáceis de navegar.
    Virtua Tennis 4 é um excelentíssimo jogo para o Wii, bem como para todos os outros videogames. Já pelo modo carreira, este título vale cada centavo que ele custa. Os treinamentos são divertidos e as partidas entretém muito, bem como o esporte. Se você é um fã de tênis, este é um grande título para o Wii.
Porque vale a pena: Divertido jogo com um modo carreira espetacular.
Porque não vale a pena: O visual parece ultrapassado.

Notas:
Controles: 9,5
Gráficos: 8,5
Som: 9,5
Licenças: 9,5
Diversão: 10

Nota final: 9,4 (excelente)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Super Mario Bros. – The Lost Levels (FDS) – 9,8

    Super Mario Bros. – The Lost Levels é um jogo de plataforma lançado em 1986 pela Nintendo para o Famicom Disk System, uma espécie de NES com melhores gráficos, só que, ao invés dos gigantes cartuchos do Nintendinho, ocupava pequenos disquetes. Vinte e um anos depois este jogo foi relançado para o Virtual Console do Wii.
    O jogo é um remake de Super Mario Bros., lançado no mesmo ano para o NES. No entanto, a diferença fica para o aumento grandioso de dificuldade, ao ponto de ser um desafio extremo até mesmo para os mais veteranos jogadores. Dentre os incrementos estão aumento de velocidade, menor tempo para completar as missões, maior número de inimigos e mais pits para provocar acidentes.
    Por conta deste incremento de dificuldade, Lost Levels tem um controle muito mais difícil de utilizar e requer muita paciência para masterizá-los. Assim que o jogador acostuma-se com a resposta do controle, ele terá a tarefa de memorizar os layouts dos mundos de maneira a evitar armadilha. É o mesmo gameplay, mas pela sua velocidade, os controles parecem ficar difíceis.
    O som tem a mesma qualidade dos jogos anteriores, incluindo as trilhas sonoras, como a conhecidíssima aboveground BGM, tocada neste jogo e remasterizada até os títulos atuais. Um destaque que podemos dar é uma pequena melhora no som dos saltos e quando Mario para repentinamente.
    Os gráficos receberam uma melhoria, já que os disquetes do Famicom Disk System abrigam muito mais informações que o convencional cartucho do NES. Dentre os notáveis incrementos estão as nuvens, os cogumelos, agora com um rosto desenhado, e o chão, composto por pedras e não por o piso justapostamente colocado.
    Em resumo, Super Mario Bros. – The Lost Levels é um bom jogo, principalmente para os fãs hardcore do título original. Peca um pouco na diversão do primeiro jogo por ter uma dificuldade extrema, mas segue a entreter seus jogadores, por mais novatos que sejam. Se você gostou do primeiro jogo da série, poderá adorar este título. Mas vale o aviso: cuidado com o segundo cogumelo da primeira missão, que aniquilará o personagem. Você foi avisado!

Porque vale a pena: Bons gráficos e som.
Porque não vale a pena: A dificuldade desanima muito.
Notas:
Controles: 9,5
Gráficos: 10
Som: 10
Ideia: 10
Diversão: 9,5

Nota final: 9,8 (um grandioso título)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Rio (Wii) – 8,9

    Rio é o jogo para Nintendo Wii e DS, além de Sony Playstation 3 e Microsoft Xbox 360, baseado na animação de mesmo nome. Conta a história de Blu, uma ararinha-azul que é trazida para a cidade do Rio de Janeiro na condição de último macho da espécie, de maneira a cruzar com outra fêmea para perpetuar a espécie.
    O jogo relembra a série Mario Party, que se compõe em uma série de minigames, totalizando quarenta neste título. Nele você pode controlar os principais personagens animais da aventura, seja o protagonista Blu bem como seus amigos Pedro, Nico e Rafael, entre outros. A dublagem dos personagens não é a original, uma falha agora incomum, já que os investimentos são bem maiores neste ramo. Nos sons em geral e nas músicas, está bom para o gasto.
    Controlar os personagens nos minigames parece um pouco difícil no começo, mas depois o jogador vai se acostumando com eles. Os garotos podem ter um pouco de dificuldade, mas creio que facilmente se adaptarão aos comandos para controlar os simpáticos animais.
    Os desenhos dos personagens não são tão perfeitos como o visual dos filmes, mas os personagens têm um bom número de polígonos e textura. Os cenários estão cheios de detalhes e são bem vívidos, apesar de terem um espaço muito limitado nas telas.
    Em resumo, Rio é um bom título para as crianças e pode distrair os adultos por um tempo. Não segue diretamente a história do filme, mas possui elementos interessantes que podem segurar o jogador, mas não por muito tempo. Se você é fã da série Mario Party, acha simpático os personagens do filme e de jogar com seus amigos ao modo festa, este é um recomendado título.


Porque vale a pena: Divertidos minigames e as boas possibilidades do multiplayer
Porque não vale a pena: Não segue a história diretamente e se gasta muito rápido.

Notas:
Controles: 9,0
Gráficos: 9,0
Som: 9,0
História: 8,5
Diversão: 9,0

Nota final: 8,9 (bom)

terça-feira, 14 de junho de 2011

European Championship 1992 (DOS) – 9,0

    European Championship 1992 é um jogo de futebol baseado no campeonato de futebol Europamästerskapet i Fotboll Sverige 1992, a conhecida Copa Euro 1992 sediada pela Suécia, onde a Dinamarca sagrou-se campeã diante da favorita Alemanha, pelo resultado 2-0, com gols de John Jensen e Kim Vilfort, em Gotemburgo.
    Em seu primeiro game para videogames, desenvolvido pela Tecmo, o jogo foi razoavelmente recebido pelo público. O visual do jogo é de boa qualidade, apesar de haver visuais melhores no DOS. Os menus têm um olhar arcaico e as traves parecem gigantescas, mas os estádios estão bem representados, com direito a cheerleaders, fotógrafos e repórteres.
    O som depende muito da placa de som do computador – variando de um Mega Drive para um NES - mas, em uma placa normal, as músicas e os efeitos são bem feitos. Destaque para a música de menu e o som dos apitos do juiz, que foi bem produzido pelos membros da equipe sonora da Tecmo.
    O controle do jogo é bom, apesar de ter um grande lag entre o pressionar e a movimentação do jogador. É claro que, pela época do jogo, não há grandes dribles e uma boa qualidade em arremates de boa distância. É um bom título de futebol por razão de seu controle, levando em consideração as calamidades de outros títulos daqueles anos.
    Em resumo, European Championship 1992 é um bom título de futebol para o MS-DOS. Se você gosta de futebol, grandes times europeus e a época de ouro deste esporte, este é um título satisfatório. Simplesmente escolha sua seleção e trilhe o caminho até o caneco europeu.
Porque vale a pena: Bons gráficos e som.
Porque não vale a pena: Poucas possibilidades de jogo.

Notas:
Controles: 9,0
Gráficos: 9,0
Som: 9,0
Licenças: 9,0
Diversão: 9,0

Nota final: 9,0 (excelente)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Contender (PS1) – 9,3

    Contender é um jogo exclusivo para Sony Playstation, produzido pela Victor Interactive Software, lançado às vésperas do ano 1999. Neste título, o jogador assume o papel de um(a) boxeador(a) e começa a trilhar sua carreira até o cinturão de campeão mundial. Conforme seu desempenho, o boxeador poderá subir no ranking, bem como cair, e desenvolver novas habilidades.
    O visual de Contender é ótimo, talvez um dos mais belos do Playstation. Um detalhe, no entanto, que deve ser relevado é um pequeno problema nos próprios boxeadores, em seus modelos com um pouco de jaggies, que dão uma má impressão.
    Os controles são praticamente perfeitos, permitindo golpes precisos e uma gama de combinações. Mas há um lag entre o pressionar e o golpe, exigindo um pouco mais sapiência do jogador durante os combates. Mesmo assim, o controle não será nenhuma dificuldade; requer apenas tempo.
    O som pode ser um ponto a ser criticado. Apesar do tema do menu, os sons dos golpes e o narrador do combate serem quase perfeitos, a torcida fica bastante irritante quando implora para você “usar o seu pé”, tomar “cuidado com este gancho” e para “não abaixar esta guarda”, ditos em momentos que não condizem com o que se passa no ringue.
    Contender é um grande título de boxe para o Playstation, tão bom quanto Knockout Kings 2000. Se você gosta deste esporte, de começar uma carreira do zero e de belas boxeadoras, este título é altamente recomendado. Concorre acirradamente com qualquer título desta modalidade, seja de qualquer época.
    Jade van Horne, cuidado com este gancho! Não abaixe sua guarda!
Porque vale a pena: Uma perfeita simulação de carreira e uma grande qualidade gráfica.
Porque não vale a pena: Os controles exigem tempo para serem aperfeiçoados.

Notas:
Controles: 9,0
Gráficos: 9,5
Som: 9,0
Licenças: 9,0 – injusto, mas não vamos rebaixar este bom jogo por causa disso...
Diversão: 10

Nota final: 9,3 (excelente)

domingo, 12 de junho de 2011

Indianapolis 500 Legends (Wii) – 9,0

    Indianapolis 500 Legends é um jogo de automobilismo para o Nintendo Wii, lançado em 2007 produzido pela Torus Games. Neste título, o jogador participa das quinhentas milhas de Indianápolis com carros de 1960 a 1970, com a possibilidade de participar de corridas convencionais ou missões, em que terá que ultrapassar certo número de pilotos em um determinado tempo.
    O visual deste jogo parece ser um passo inferior aos padrões do Wii. As texturas parecem não ter tanto brilho quanto outros jogos de corrida do console, e a física é de regular qualidade. Amassar os clássicos veículos é praticamente impossível neste jogo, sendo o dano mais grave perder uma das rodas, isso quando o impacto é direto nelas.
    Pilotar os veículos não é muito difícil e simplesmente requer um pouco de conhecimento nas pistas. Os sons são bem feitos, destaque para o narrador, que faz uma locução muito próxima do que se pode escutar em uma narração de Indy 500 nos anos 60. Por outro lado, a torcida não soa bem, e é uma pena.
    As licenças de vários pilotos foram conseguidas e torna a experiência bem interessante. Nesta lista compõe os pilotos Al Unser, vencedor da prova por quatro ocasiões, Mario Andretti, AJ Foyt e Bobby Unser. Durante as missões, vale destacar que o jogador pode assumir a posição de um piloto real em uma situação diferente do que ocorreu, como levar Parnelli Jones a vitória em 1967, quanto historicamente o piloto parou na 197ª volta por problemas mecânicos.
    Indianapolis 500 Legends é um bom jogo, altamente recomendado para os fãs de automobilismo, principalmente de competições clássicas. Mas, apesar de sua qualidade sonora e de controle, não é um jogo para se esperar muito, ficando um pouco repetitivo depois de um tempo. O Wii ficou conhecido como “o videogame dos jogos de automobilismo”, tendo muitos títulos bons. Nada espetaculares como Forza 3 ou Gran Turismo 5, mas que valem a pena – como este.  
   


Porque vale a pena: Uma grande idéia e uma boa lista de pilotos.
Porque não vale a pena: Fica repetitivo depois de um tempo.

Notas:
Controles: 9,0
Gráficos: 8,0
Som: 9,5
Licenças: 10
Diversão: 8,5

Nota final: 9,0 (excelente)

sábado, 11 de junho de 2011

Resident Evil 2 (PS1) – 9,0

    Ao falarmos de jogos de terror, é lugar-comum todos os participantes do diálogo citar o nome “Resident Evil”. A série criada pela CAPCOM conquistou seu público muito rapidamente, com uma ideia inovadora somada a uma boa qualidade gráfica – sem contar o humor involuntário dos dubladores da primeira edição da série. Cada jogo parecia um autêntico thriller, algo que, afortunadamente, não se pode dizer da série em seus dias atuais, tornando-se na verdade um jogo de ação em terceira pessoa, outrora medíocre de controles e do terror que marcou a série. Para mim, Quantum of Solace para PS2 é melhor do que Resident Evil 5 para PS3.
    Resident Evil 2 é mais um jogo da era de ouro da série, lançado pela CAPCOM em 1998 para Playstation, com subseqüentes ports para Nintendo 64, Game.com, Dreamcast, GameCube, Windows XP e 9x. A história se passa dois meses depois do jogo anterior, na cidade de Raccoon. Após um acidente químico provocado pela Umbrella, uma arma biológica foi liberada na cidade, tornando quase todos os seus moradores em zumbis. Os protagonistas do jogo são Leon Kennedy, um jovem policial, e Claire Redfield, que busca pelo seu irmão Chris. Após descobrir o que ocorre no local, a dupla começa a trilhar seu caminho para uma fuga e pela própria sobrevivência.
    O que se vê é algo bastante similar ao jogo anterior: imagens em 2D tiradas a partir de modelos em 3D colocados ao fundo, com personagens e itens no autêntico 3D. Uma das melhorias com relação ao anterior são a quantidade de polígonos nos zumbis e nos protagonistas, gerando texturas mais claras e vívidas. A movimentação dos personagens ficou mais bela, mas a física de queda dos zumbis ainda deixam a desejar.
    Os controles continuam precários, muito disso deve-se a falta de uma mira automática um pouco mais inteligível: não precisa ficar de frente para alguém para efetuar um disparo – já existem cotovelos e braços articulados. No entanto, se o jogador se ambientou com os da versão anterior, pouco notará de diferente nesta versão. Sinto a carência de poder atingir os adversários com coronhadas ou pancadas de armas, como pelas costas, afinal, são zumbis, portanto lentos. Apenas em X-Files: Resist or Serve, um grande survival-horror, percebe-se esta capacidade.
    O som melhorou bastante, com uma dublagem de maior qualidade e os ruídos em geral ficaram mais reais. No entanto, sigo a comentar que a série não busca obter sons de tiros da realidade. Compare a arma principal de Leon com uma P99 ou uma Desert Eagle. Mas, se o jogador está em busca de se assustar, o som destas armas será o de menos.
    Resident Evil 2 mantém muito do que valeu a pena no Resident Evil original. Ele é um autêntico filme interativo de terror. Se você gosta de se assustar no cinema na sexta a noite e de ação intensa, este é um grande jogo. A tendência da série era melhorar, como ocorreu nesta versão. Mas, muito para frente, a CAPCOM falhou, mudando do terror para a ação. O que separa RE de 007 é apenas um James Bond. Jogue este clássico insuperável do Playstation.  
   

Porque vale a pena: Visual belo e bem feito.
Porque não vale a pena: Parece um “mais do mesmo” da versão anterior. Continua o problema do som das armas, apesar de que houve uma melhora.

Notas:
Controles: 9,0
Gráficos: 9,5
Som: 8,5
História: 9,0
Diversão: 9,5

Nota final: 9,0 (excelente)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Alex Kidd: The Lost Stars (SMS) – 9,3

    Grande parte dos leitores desta página, por certo, não conhecem este personagens de orelhas grandes e uma boa habilidade de salto. Não falo de Pernalonga, o carro-chefe da Warner Bros., e sim de Alex Kidd. Para desconhecimento de muitos, este foi a mascote da SEGA até 1991, com o surgimento de Sonic the Hedgehog. No entanto, a disputa Kidd e Mario sempre resultava na vitória do encanador ítaloestadunidense da Nintendo.
    Alex Kidd: The Lost Stars é talvez o principal jogo da efêmera série da primeira mascote da SEGA, lançado em 1989 para Master System e Arcade. O jogo consiste em controlar Kidd (e Stella nas versões para árcade) por vários cenários de maneira a reencontrar as doze estrelas dos signos e devolvê-las ao espaço. Destaque para o local onde as estrelas são enviadas ao espaço novamente, o zigurate, baseado em um espaço do Egito Antigo, que, para eles, era o mais próximo dos deuses. Ele deve correr pelos cenários e evitar seus inimigos. Conforme atingido, seu tempo diminui.
    O visual é bem inferior ao arcade, ainda assim, é um dos melhores visuais do Master System. As sprites de Kidd são bem feitas, com direito a piscar de olhos enquanto corre. Os inimigos são interessantes, curiosos e bem feitos, que, de tão subjetivos, não entendo como não viraram memes da internet ainda.
    Os controles são um aspecto negativo no jogo. Eles respondem um tanto tardiamente e parecem não ser permissivos. As vezes, ao estar muito próximo de um inimigo, Kidd é atingido. E, somado a impossibilidade do protagonista atacar seus adversários, como o spin dash de Sonic e o pulo de Mario, a experiência fica muito prejudicada.
    Os sons são o principal ponto do jogo, já que ele poderia ser refinado em consoles que possuíam o chamado chip FM. Ao escutar a música da primeira missão, imagino-a sendo refeita nos jogos seguintes da série, mas a série não decolou. Destaque para o grito de Kidd, que lembra uma “menina indefesa”.
    Em final de contas, Lost Stars é um bom jogo, com o velho espírito de um platformer. Se você gosta deste gênero, do Sonic ou Mario e da história egípcia (!) este jogo será uma grande título na sua coleção. Terá a sensação de que está jogando um Mario “com amor ao direito dos inimigos, sem bigode e com uns vinte anos a menos”.

Porque vale a pena: Um jogo a moda antiga, com qualidade visual.
Porque não vale a pena: Os controles são ruins, falta de chefes finais e a carência de ataque de Alex Kidd dificultam a qualidade do título.

Notas:
Controles: 8,5
Gráficos: 10
Som: 9,5
História: 9,0
Diversão: 9,5

Nota final: 9,3 (excelente)
Confira a matéria do GPR Collection sobre Alex Kidd: http://gprcollection.blogspot.com/2011/06/alex-kidd-lost-stars-master-system.html

quinta-feira, 9 de junho de 2011

The Legend of Zelda: A Link to the Past (SNES) - 9,6

    The Legend of Zelda: A Link to the Past é a terceira edição da série Legend of Zelda, o primeiro e único para o Super Nintendo. A série de Shigeru Miyamoto, também criador da já consagrada série Mario, estava em ascensão entre os jogadores dos consoles da Nintendo. Link, Zelda e Ganon ganhavam o público lentamente, obtendo o sucesso pleno em Ocarina of Time para o Nintendo 64, o melhor jogo de videogame para o Guinness Book.
    Neste título, nota-se que o enredo ficou mais bem trabalho. Aqui, o jogador controla o jovem Link em outra aventura em Hyrule. O garoto é acordado durante a noite por um pedido de socorro por telepatia da Princesa Zelda. Ele, mesmo após seu tio advertir para não sair de casa, abandona o seu lar para resgatar a princesa. Após encontrar seu tio ferido dentro do castelo, tal qual entrou escondidamente, ele faz seu caminho dentre os inimigos e chega ao local onde está aprisionada a Princesa, resgatando-a. Posteriormente, o menino tem que fazer seu caminho para deter Agahnim, o vilão do jogo que pretende roubar a Triforce.
    Link to the Past parece uma versão mais refinada do primeiro The Legend of Zelda, com texturas vívidas e bem detalhadas. Em uma análise profunda, os gráficos de Zelda são bem mais suavizados do que alguns títulos aclamados de visual para o Mega Drive, aliás, isso é uma característica que se manteve no Nintendo 64, sem a chamada pixelização.
    Controlar Link é bastante similar a versão para Nintendo Entertainment System, mas os controles respondem mais rápido do que a versão anterior. Os combates ficaram mais fluentes e agitados, acrescentando ação ao jogo, e aumentando a diversão e a fidelidade com a realidade. O jogador ainda pode optar por arremessar o que tiver em mãos nos inimigos.
    O som do jogo não é seu forte, mas algumas músicas e efeitos foram herdados por outros títulos da série. Algumas trilhas como aquela tocada no começo do jogo são repetitivas, a irritar um tanto. Os sons após obter dinheiro, obter objetos e abrir portas foram reutilizadas nos jogos seguintes, e são um destaque do título. Não é tão agradável aos ouvidos, mas suficiente.
    The Legend of Zelda: A Link to the Past é um bom jogo, que, até então, foi o melhor jogo da série. O Super Nintendo não possui muitos atrativos, assim como a geração do console, sendo este título um dos poucos que salvam o console. Se você gosta da série e adora uma ação inesperada, este será um bom título. Para mim, é tão bom que chega a ser uma surpresa. Uma qualidade que não se espera.

Porque vale a pena: Gráficos melhores e um controle mais fácil, compensando os difíceis dos últimos jogos.
Porque não vale a pena: Parece um grande remake do TLOZ do NES.

Notas:
Controles: 10
Gráficos: 10
Som: 9,5
História: 9,0
Diversão: 9,5

Nota final: 9,6 (um grande título)
Imagino que desta vez Link e suas aventuras aparecerão no Top 10...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sonic the Hedgehog 3 (Mega Drive) – 9,9

    Michael Jackson foi o maior ícone da música na história. Sua trajetória se confunde com a da SEGA em 1990 quando o “Rei do Pop” contribuiu na produção de um jogo para várias plataformas diferentes, baseado no filme do cantor Moonwalk. Continuando a parceria que teve grande sucesso, o ídolo pop compôs algumas trilhas para um jogo da série Sonic.
    Sonic the Hedgehog é o terceiro jogo da série para o Mega Drive. Por problemas com o tempo de lançamento, o jogo teria mais 20 níveis, que foram transferidos para um título separado, Sonic & Knuckles. A história é a mesma de sempre: Sonic e seu amigo Tails devem passar por vários cenários para deter Doutor Robotnik, durante o processo resgatando os animais originais do local, que foram presos em robôs. A grande diferença fica para a presença de Knuckles como rival de Sonic.
    O visual deste jogo é bastante superior as versões anteriores, com backdrops mais animados e muito mais sprites para os protagonistas. Nota-se um grande cuidado no desenho dos níveis, como sequência de springs bem posicionados, monitores de vida bem escondidos e inimigos cuidadosamente colocados de maneira a pegar o jogador de surpresa.
    Como dito antes, algumas músicas foram compostos por Michael Jackson, como a trilha de luta contra o Knuckles, tema de Ice Cap, Carnival Night e Sonic 3 Credits e provavelmente Hydrocity e Launch Base. Suas produções foram mantidas, apesar de não estar creditado. Muito disso deve-se aos escândalos que o cantor se envolveu naquele ano. Mas, ao contrário do que muitos jogadores pensam, as trilhas seguem no jogo, e são bastante similares a algumas do repertório do cantor.
    Estas trilhas presentes no jogo são inigualáveis, e, incluindo aquelas produzidas por membros do time da SEGA de fato, fazem deste título agradabilíssimo aos ouvidos. Composições dignas de um disco. Além das músicas, os sons bem trabalhados do jogo só reafirmam a qualidade sonora deste jogo, a melhor desta geração. Sem dúvidas.
    Os controles permanecem os mesmos das versões antigas, algo aqui positivo. Vale o destaque para a física melhorada, dando uma impressão mais realística da reação dos heróis ao diminuir a velocidade muito rapidamente. O alcunhado aftertouch, movimento durante um salto, ficou mais limitado, melhorando a qualidade da experiência.
     Sonic The Hedgehog 3 é um dos poucos títulos que fazem o SEGA Mega Drive uma plataforma decente. É um dos melhores jogos da série Sonic e é um cartucho “tem que ter” em qualquer coleção que se preze. Se você gosta (ou suporta) a série nessas edições recentes e sente nostalgia ao falar de plataformas, este é recomendado. Simplesmente o melhor.
Porque vale a pena: Uma grande plataforma e uma ótima trilha sonora.
Porque não vale a pena: Sempre a mesma história...

Notas:
Controles: 10
Gráficos: 10
Som: 10 (merecia muitíssimo mais)
História: 9,5
Diversão: 10

Nota final: 9,9 (Pegou todas as esmeraldas que tinha direito...)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Últimas da E3: Wii U, Playstation Vita e FIFA 12


    O Game Palace Reviews traz todas as informações da E3 2011, a mais badalada de todos os tempos. Aqui foram revelados o Wii U e o Playstation Vita.

Wii U

    No primeiro dia da badalada E3 de 2011, informações bombásticas agitam os fanáticos e participantes da feira. Grande parte desta movimentação fica por conta do anúncio do mais novo videogame da Nintendo, o primeiro da oitava geração de consoles.
    Ele se chamará Wii U, e possui um controle em formato de tablet. Diferentemente do suposto controle em formato similar ao Playstation, ele terá as formas de um iPad, com os analógicos na parte superior e os botões na parte inferior. Dentre os funções do gizmo estão permitir o acesso a internet, e conversar com seus amigos através das duas câmeras que estarão no controle. “Não é um videogame portátil, ainda que pareça”, disse o presidente da Nintendo, Satoru Iwata.
    A principio, os jogadores puderam ver apenas um jogo de golfe, onde o console mostra o local onde a bola está para ser batida com o taco. Vale constar que muitos movimentos feitos com o Wii Remote passarão dos braços para apenas os dedos.
    Outro jogo revelado foi mais uma versão para o Wii, Wii U e Nintendo 3DS da série Smash Bros., em que os jogadores assumem o papel de um personagem famoso, seja Mario, Link, Pikachu, Sonic entre outros, e disputam uma batalha a moda luta livre. Iwata disse que “temos que servir todos os jogadores” e o aparelho só virá no verão americano de 2012.

Nintendo U: Vídeo Completo da E3

Jogos para o 3DS

    Super Mario 3D foi oficialmente anunciado para o Nintendo 3DS, com dado de lançamento prevista para o final do ano, conforme o presidente na Nintendo of America, Reggie Fils-Aime. O destaque do jogo fica para a conhecida transformação de Tanooki, em que ele aparece como um guaxinim que iniciou no Super Mario Bros. 3 do antigo NES. Pouco se sabe sobre o Mario 3D, mas o protagonista fará uso de cambalhotas para eliminar adversários e saltar distâncias maiores. Não digam que a Nintendo copiou o spin dash, por favor...
    Outro jogo anunciado foi Luigi’s Mansion 2, sequência do jogo de estréia do GameCube, que traz o irmão de Mario em uma mansão mal—assombrada encarando os clássicos Boos, os fantasmas da série Mario, que tem um similar mais aproximado a versão de 2000.
    Mario Kart 3DS foi outra novidade do evento. No teaser do jogo podemos ver uma asa delta como acessórios dos karts. Foi demonstrado que os pilotos poderão correr debaixo da água e que um veículo estilo “big foot” (os chamados pés-grandes, carros de pneus grandes) estará disponível no game. A estimativa é que ele figure nas prateleiras no fim do ano.
    Star Fox 64 3D é outra novidade para o portátil. Como já anunciado, o jogo fará uso do giroscópio do aparelho para controlar a nave. Simultaneamente, a câmera do console gravará expressões engraçadas do jogador durante as missões. Será lançado em setembro.
    Uma grande festa foi feita para comemorar os 25 anos da franquia The Legend of Zelda, que começou no NES em 1986. Foi anunciada a data de lançamento para o jogo Skyward Sword que, contrariamente as minhas expectativas, não será publicado no Wii U, mantendo-se no Wii convencional, que fará uso do Motion Plus do Wii Remote para usar itens como arco-e-flecha com precisão. Vale relembrar que Ocarina of Time 3D será lançado no final deste mês e começo de Julho para Nintendo 3DS. A expectativa é grande para o remake deste clássico, considerado o melhor jogo da história dos videogames segundo o Guinness World Records.
    O jogo Link’s Awakening chega hoje na loja do Nintendo 3DS (a versão para SNES, similar a esta, será analisada quinta-feira) nos Estados Unidos e dias depois em outros países. Já em setembro, The Legend of Zelda: Four Swords será lançado na loja virtual DSi em setembro de maneira gratuita.

Playstation Vita

    O Next Generation Portable, resumido NGP, se chamará Playstation Vita. O portátil é uma continuação do Playstation Portable, PSP. O anúncio do console foi feito por Kaz Hirai, vice-presidente da empresa, tendo duas câmeras, conexão Wi-Fi e 3G, tela sensível ao toque e ainda duas alavancas analógicas. “É possível jogar e conversar com amigos onde o jogador estiver”, disse Hirai. Seu lançamento é programado para o fim de 2011, pelo preço de 250 dólares.
    Dentre os jogos apresentados para o Vita estão Uncharted: Golden Abyss que, além de usar as alavancas e os botões para controlar o protagonista da série, Nathan Drake, a tela servirá como controle. Curiosamente, o jogo poderá ser controlado de qualquer maneira, até com o trackpad na retaguarda do console poderá movimentar o personagem. Ele possui gráficos similares ao PS3.
    “Ruin”, que aparentemente não faz jus a sua sonoridade em português, é uma versão do jogo Diablo III. O jogador poderá disputar com amigos on-line. Ele poderá progredir no jogo no Vita e continuar no PS3, como o Pro Evolution Soccer 2008 para o PS2 e o PES: Ubiquitious para o PSP.
    Dentre os figurantes do console estão ModNation Racers, um jogo de corrida ao estilo Mario Kart, Wipeout 2048, outro de automobilismo, só que com visuais futuristas, e LittleBigPlanet. Yoshi Ono apresentou uma versão para o Vita do Street Fighter VS. Tekken.



Playstation 3 e Xbox 360
    Para o PS3, destaque para os jogos Uncharted 3, Resistance 3, Bioshock Infinite e Infamous 2, com gráficos surpreendentes, sendo que este último será dublado em português brasileiro, algo que não ocorre há anos no mundo do consoles. Starhawk, apesar de anunciado, continuará em segredo. Medieval Moves, um novo jogo da série Sly Cooper e uma nova série, Dust 514 trarão novidades para o console.
    Já a 2K Games apresentou o jogo NBA 2K12, com a presença do cestinha americano Kobe Bryant, que afirmou que é “tão real que até assusta”. Outros títulos famosos incluem um novo Star Trek, Need for Speed: The Run e Battlefield 3, sem contar remakes parciais dos jogos Ico e Shadow of Colossus. God of War Origins será portado para o PS3.
    A EA anunciou o jogo FIFA 12, que tenta recriar fielmente um jogo de futebol real. A habilidade do jogador, chamado precision dribbling, poderá driblar um zagueiro, ou caso contrário, perderá a posse de bola. O sistema de jogo de corpo foi incrivelmente refeito, baseado diretamente na velocidade, altura e peso dos jogadores na disputa. Vi o vídeo de gameplay e achei incrível, mas acho que os movimentos parecem ainda robóticos.




Xbox 360 na nuvem

    Um dos destaques da feira foi o anúncio da possibilidade do jogador de Xbox 360 gravar seu andamento do jogo na nuvem pela rede Xbox Live, permitindo que o jogador volte a jogar de onde parou, independentemente de qual unidade ele esteja jogando, seja a dele ou de seu amigo. Um serviço novo, chamado Beacons, mostrará no Facebook o que o usuário vai jogar.

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